quarta-feira, 29 de abril de 2009

MODA CONCEITUAL

DEFINIÇÕES SOBRE CRIAÇÕES CONCEITUAIS
Por Rachel Quadros

Criação Conceitual: emerge na criação de moda onde a criatividade é subjetiva aos preceitos de cor, forma, textura e silhueta: a sua fundamentação está na representação total da inspiração, identificando as bases da formulação da idéia. Geralmente criada apartir de material não têxtil e sua elaboração parte dos princípios da técnica de moulage.

Moda Conceitual é aquela que consiste na construção de imagens e a roupa fica em “segundo plano”. A valorização da coleção bem como do desfile dá uma projeção não só ao designer, mas às modelos, maquiadores, cabeleireiros, fotógrafos, diretores de arte, enfim, a toda equipe envolvida na apresentação da marca. Quando há um retorno por parte da mídia, as marcas alcançam o reconhecimento de vários intelectuais de outras áreas e atingem a designação pretendida - obra de arte.

Conceito
s. m.
1. Mente (considerada como sede das concepções).
2. Opinião, ideia, juízo (que se faz de alguém ou de alguma coisa).
3. Dito engenhoso.
4. Reputação (usado com os adjectivos bom ou mau).
5. Expressão sintética; síntese.
6. Moralidade (duma fábula, dum conto, etc.).
7. Parte final e elucidativa duma charada.
Conceituar - Conjugar
v. tr.
1. Formar conceito acerca de.
2. Julgar.
3. Concorrer para se formar conceito (determinado) de.

"Aqueles que desenvolvem a idéia conceitual ultrapassam a fronteira da imaginação e transportam para o outro mundo, o mundo dos sonhos."

Designers que optam pela criação conceitual, primam pela estética, e buscam novas interpretações do tecido, levando a criações únicas.

Dois grandes nomes se destacamentre os designers conceituais, aplicado à moda, usam da transformação como meio para experimentação de seus trabalhos:

Junya Watanabe


ISSEY MIYAKE
Outro nome que utiliza a transformação em seus trabalhos:

A costura do invisível marcou a moda brasileira: quebrando regras e chocando com sua atuação.
JUM NAKAO

Vogue Fevereiro de 2009, ressaltou criações memorosas deste mundo conceitual definido como: Fantasia Fashionista.

"Os mais inacreditáveis looks de todos os temposn já feitos por designers visionários, tanto no pret-à-poter quanto na alta costura, que ultrapassam as fronteiras da imaginação e nos transportam para o outro mundo nus piscar de olhos." Kate Phelan.


Jonh Galliano:
Contos de lendas japonesas, complexos de origami em organza.

Thierry Mugler:Primavera 1991Vestido de papel

Vestido aero dinâmico com controle remoto de Hussein Chalayan
Divertida imagem do futuro

ISSEY MIYAKE – PRIMAVERA 1994 VESTIDO DE SANFONA COM PLISSADOS EM PAPEL

Fantasia e fetiches de Gareth Pugh em 2006

Vestido de tule Primavera 2000 Hussein Chalaian

Primavera 2006 de Viktor & Rolf.

Vestido de franjas Outono 2006 Gareth Pugh

Primavera 2003 Galliano, criou uma dançante colagens de babados lantejoulas gigantes e guirlandads metálicas
Jonh Galiano Primavera de 2005, maquinho de seda e adornos exóticos

Hussein Chalaian surpreende pelo minimalismo austero e pela extrema ornamentação, no look mesa de madeira Outono 2000.

Rei Kawakubo para COMME DE GARÇONS Outono de 2008.

Vitor & Rolf, OUTONO de 2003, maninfesto de individualidade.


"A MODA CONCEITUAL REPRESENTA O RITUAL DE CONTEMPLAÇÃO E EXPRESSÃO DA LIBERDADE CRIATIVA." Rachel Quadros

segunda-feira, 13 de abril de 2009

O mundo fascinante do Design de Jóias

Moda e Luxo: O mundo fascinante do Design de Jóias
Por Rachel Quadros


Raras e incomuns, as jóias não são só objetos, mas signos do que é a corrente que está ligado ao status, ao talento, à representação, à magnificência, à festa e sobre tudo ao prazer.

“As jóias de hoje são mais adequadas às rotinas, hábitos, trabalhos e prazeres contemporâneos e ainda guardam uma aura de exclusividade, de objeto íntimo fazendo a subjetiva ponte entre o ser e o parecer(...). PASCOLATO, Constanza. Jóia é luxo. Vogue Jóias -2001

A Jóia é um objeto de matéria preciosa, que pode ser de metal e/ou de pedrarias, utilizado como adorno pessoal, com características que carregam em sua essência a personalidade do usuário.

O valor atribuído a uma jóia envolve diferentes fatores, como o seu valor intrínseco (material), sentimental, cultural e valor agregado (design). Os valores sentimentais e culturais nem sempre correspondem ao valor material e do desenho empregado na peça. Existem também os valores monetários diferenciados para as jóias produzidas em série, de desenho exclusivo ou de triagem limitada.

Uma jóia é feita de matéria prima bastante seletiva com o número de metais nobres que utiliza como ligas: Ouro (Au), Prata (Ag), Paládio (Pd), Cobre (Cu), Platina (Pl), estas ligas são obtidas através da fusão de dois ou mais metais, ou metais de pureza (denominados 1000), que são extremamente maleáveis.

Um dos setores de luxo é a jóia, que como função primordial é atividade pela quais as pessoas se arrumam ou se enfeitam e embelezam o meio em que vivem.
A alma do luxo está na combinação entre imaginação-sonho-desejo, em busca dos sinônimos de beleza, pureza, e de criatividade: o luxo está inserido no contexto da jóia, que representa um produto criador de riqueza e de valor agregado.

Toda a criação fora do comum ou do trivial, que se torne sinônimo de beleza, de refinamento, de estética, ou seja, um produto mágico, com a essência da sedução, do evocativo do sonho, do objeto lúdico, de prazer, é classificado como produto de luxo, assim se pode observar que a realidade dos conceitos de Joalheira vai muito além do imaginamos.
Em uma pesquisa, mas na mesma linha como definição: Jóia é artigo de luxo, por Constanza Pascolato (2001), e destaca como caráter principal, “Jóia é Luxo”. De acordo com a jornalista, para alguns o luxo é tudo o que não é indispensável, este supérfluo, entretanto, é um produto muito necessário, e classifica o seu significado como o contemporâneo e autogratificação:

Versatilidade em criação de Anel de ouro branco, pérolas negras e brancas, por Maurício Monteiro.
Diferenciação em Pulseira em Au 750, pontos em diamante por Alexandre Herchcovitch.



Preciosidade nas escolhas das pedras e lapidações no Design de Camille Bernard

Inovação na forma e lapidações no Design de Amsterdã Sauer: Coleção Expressionismo: anéis em ouro branco com punzita.

Graciosidade feminina no uso de pérolas design de: Melissa Maia

Como a moda, a indústria de jóias lida com um componente diferencial do design de objetos que é o modismo e a valorização exacerbada da estética.
Para conceituar o significado de jóias buscara-se a opinião mais coerente a todo contexto que envolve o valor da palavra jóia:


“... As jóias em sociedade primitivas são instrumentos de contato com os Deuses. Ou foram feitas como oferenda a Eles, ou párea serem usadas como facilitadoras desse contato. Por serem usadas por aqueles que tinham acesso a essas entidades, representavam um lugar de poder. Posteriormente, foram usadas pelos reis e pela nobreza e, somente na Idade média, é que começaram a ser difundidas entre a burguesia emergente, passando então a significar status social e riqueza...”.SALEM, Carlos. 2000.

Além de seu valor agregado ao material, a jóia tem como principal valor intrínseco: o design. Uma jóia reproduzida por inúmeras cópias não tem o mesmo valor de uma outra de design exclusivo ou tiragem limitada, assim como uma jóia fundida ou outra feita artesanalmente não podem ter o mesmo valor pela simples diferença da qualidade final do material empregado. A jóia exerce diferentes funções de uso e suprem sentimentos diferenciados de consumo, como por exemplo as jóia de família, as jóias de comemoração, as jóia de proteção e as jóias de apelo estético.

As Jóias de família resgatam a nostalgia, onde elementos do passado misturam-se as tradições que cultivam histórias em forma de tesouros particulares.
FR HÜER, design de Gláucia Silveira.

As Jóias de comemoração, que são usadas para representar um acontecimento, um motivo de união, como as alianças de casamento.

Design de alianças: Débora Rosemberg.

As Jóias de proteção refletem à uma vida contemporânea de insegurança, que traduz através do design inúmeras formas de sertir-se seguro por meio da religiosidade e crenças em formas de amuletos, escapulários, talismãs, mandalas, etc.
Design por Connexion.

Design por Artigiani – Bea Fleck

As Jóias de apelo estético refletem desenhos diferenciados em inovação de forma, função e funcionalidade.

Design de Constantini.

Design de Denoir

O design de jóias significa: projetar, ordenar, planejar a produção de peças da joalheria, com prioridade à função estética, conforto e durabilidade, ou seja: é o conjunto de medidas que se toma tendo em vista a seleção de matérias-primas, o aspecto da peça, à praticidade, antes mesmo de ela entrar em linha de produção.

Transferir sensualidade, beleza e valor para o corpo humano é uma tarefa ao mesmo tempo gratificante e difícil. Este trabalho, realizado ao longo do tempo pelo setor joalheiro, produtor dos objetos de adorno – as jóias - traz prazer ao criador, mas, simultaneamente, como todo produto, tem as suas complicações em termos de mercado.

A forma como a jóia é desenvolvida pouco mudou desde o aparecimento dos primeiros ourives na história. No entanto, para quem acompanha os avanços tecnológicos, a jóia não é mais um objeto artesanal apenas e, sim, um produto industrial. E produtos industriais não sobrevivem no mercado sem algumas características que, antigamente, eram projetadas de forma intuitiva. Hoje, é necessário planejamento e previsão.

O produto de jóia, como outro qualquer, é destinado a um público que também tem evoluído e tem-se tornado cada vez mais exigente. As jóias, na visão desse público, servem para adornar, para demonstrar status, para simbolizar uma celebração, entre tantas outras coisas. Mas, em todos os momentos, busca-se a qualidade que garanta o investimento, uma vez que o metal em questão – o ouro – representa valor econômico.

Partindo-se deste princípio, percebe-se que um projeto de jóia começa a ser percebido como um trabalho mais complexo e que requer processo, gestão, pesquisa e fundamentação; adequação, inovação e ergonomia.

O requinte de uma jóia é resultado de um longo processo que envolve: Criatividade, Design, Qualificação dos ourives, Qualidade da matéria-prima Perfeição no acabamento e emprego de tecnologia moderna, bem como a utilização de ferramentas adequadas ao trabalho que praticamente é artesanal.
Bancada para desenvolver jóia: Rachel Quadros modelando peça em cera para molde de anel.

A criatividade é a essência do projeto de jóias. Contudo, pensar um anel arrojado, cujo peso não cause desconforto ao usuário, não significa bloquear a criatividade. Na versatilidade das jóias, dentro deste conceito existem mecanismos que propiciam: mobilidade, maleabilidade (dobram e giram), montagem de composição (encaixes), união e fechamento das peças (fechos), muitas vezes determinam a exoticidade e o diferencial da peça.

Anel articulável em ouro 750, diamantes, rubis, safiras azul e esmeralda por Gabriela Simão Jacob.
Anel modular de ouro 750, por Gabriela Simão Jacob.


Design de Ivete Cattani: mistura de prata, rubi e couro de peixe.



Design de Virginia Moraes: mistura de prata e madeira de reflorestamento.

Quando se projeta uma jóia o desenho de criação precisa ter ralação direta com as proporções humanas, avaliando aspectos ergonômicos, como volume / massa, tamanho, peso, textura, flexibilidade, rigidez, pressão e formas, e pensar principalmente no funcionamento dos fechos, buscando sempre a os conceitos de conforto, estética e bem estar ao consumidor.

Scketch desenho: Linha Orgânica: Flores (ouro amarelo 18K, pérolas negras e brilhantes) por Rachel Quadros.

Os sistemas de medição adotados para os projetos de jóias, seguem geralmente os padrões convencionais, padrões estes estabelecidos por ourives e artesãos há muito séculos atrás. Tais medidas advêm de estudos experimentais e foram estabelecidas por convenção. Porém, acredita-se que esse sistema de medidas pode ter melhorias com o auxílio de estudos antropométricos e outros métodos da ergonomia.

Partindo-se deste princípio, percebe-se que um projeto de jóia começa a ser percebido como um trabalho mais complexo e que requer processo, gestão, pesquisa e fundamentação; adequação, inovação e ergonomia.

O design de jóias abrange uma extensa pesquisa de tendências idéias transformadas em desenhos e protótipos. Toda a jóia ao ser lançada no mercado traz consigo um tema no qual foi inspirada, seja este de caráter cultural ou não, do desenho à execução das peças, bem como equalizar às expectativas do mercado brasileiro e mundial.

No Brasil o órgão responsável pela difusão de projetos voltados ao conhecimento da riqueza de gemas e também no design de jóia mais importante é IBGM - Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos: o instituto atua, de forma integrada, em três áreas principais: a institucional, a técnica e a promocional. Para tanto, coordena ou executa, pelo lado empresarial, diversos projetos, programas e ações, como o Fórum de Competitividade da Cadeia Produtiva de Gemas Jóias e Afins.

Em Agosto de 2007, ocorreu a 45ª FENINJER - Feira Nacional da Indústria de Jóias, Relógios e Afins. Joalheiros de todo o Brasil - e também de vários países do mundo – A FENINJER é o evento de referência no calendário anual do Setor, possuindo hoje impacto muito mais amplo do que simplesmente uma feira, tendo se transformado em fórum lançador de tendências, de informações úteis, de reflexão e de debates um instrumento eficaz de promoção e desenvolvimento do setor de gemas e jóias no Brasil. Falando de Brasil, uma das referências do estilo é o designer Antonio Bernardo, nas mãos deste maravilhoso designer-artesão o ouro ganha forma, as pedras ganham brilho e as jóias transformam-se em obras de arte.

Design de Antonio Bernardo: brinco em ouro branco 18K com diamantes.
Design de Antonio Bernardo: brinco Modigliani (ouro branco 18k turmalina e diamantes).

Design de Antonio Bernardo: anel Maré (ouro amarelo 18K com turmalina Paraíba e brilhantes) e anel pensando (ouro branco 18K e diamantes).

Outro grande sucesso brasileiro é ma marca brasileira, que é ícone de beleza, sofisticação e requinte na Joalheria Mundial é a H Stern.
H Stern: - linha Stars brinco em ouro branco 18K escurecido em diamantes.

H Stern: - Linha Sofia Fiore, brinco em ouro branco nobre polido com diamantes levemente amarelados e tons matizados do cogmac até o branco.

Minha paixão pelo fascinante mundo luxuoso da jóia sempre me fez refletir: que para inovar ganhando mercado com o objetivo de diferenciar a sua coleção é preciso desenhar uma nova forma, esteticamente agradável aos olhos e confortável; um fecho funcional, de fácil manuseio; uma textura diferenciada; novos materiais alternativos..., assim pode ter certeza de que sua empresa já estará devidamente armada para começar a competir. E, para tanto, contrate um designer de Jóia, que com muita dedicação e conhecimento técnico irá lhe conduzir à um caminho de sucesso.

"...todos nós somos movidos por uma paixão, a minha, está na preciosidade que o design transforma as gemas, os metais em objetos de desejo ...." Rachel Q.

Esses dados foram retirados na pesquisa: SALEM, Carlos. Jóias: Segredos da técnica. Jóia, Design e Oficio. SCHUMAM, Walter. Gemas do mundo. Informações de projeto de jóias nas aulas da Designer de jóias e coordenadora do curso de moda da Univali – Bianka Cappuci Frisoni. Caderno de tendências de Jóias 2006-2007 IBGM.

Curiosidades:
O que é uma semi- jóia e uma bijuteria?
- Semi- jóia: São peças confeccionadas em prata de lei 925 ou em metal folheadas à ouro 18kl.
- Bijuterias: São peças em metal com um flash de ouro ou prata, só para dar a cor dourada ou prateada.
Qual é a diferença entre bijuteria e folheada à ouro?
As peças de bijuteria não podem ser molhadas e são de menor durabilidade. As folheadas à ouro podem ser molhadas e tem uma durabilidade maior.

domingo, 29 de março de 2009

Estilo Sapiencial

Estilo Sapiencial
Por Rachel Quadros

Admirável mundo em que os sábios nos guiam, mostram os caminhos pelo qual a sabedoria é definida como estilo de vida, em meio ao estudo de dogmas, signos, códigos, regras e leis, da religião á ciência, criam caminhos que alicerçam os sentidos da vida.
O estilo da genialidade é um paradigma, mas caracteriza-se pelo cognome: estilo sapiencial.


"... I please the knowledge and wisdom and unique creativity ..."


"... Je me réjouis de la connaissance et de sagesse et de créativité unique ..."


"...Accolgo con favore la conoscenza e la creatività e l'unica saggezza..."


"... Χαιρετίζω τη γνώση και τη σοφία και την μοναδική δημιουργικότητα ..."


"...Saúdo o conhecimento e a criatividade única e sapiencial..."


Texto com referencia em Salmos 2: 1:1.



sábado, 28 de março de 2009

Centenário de CARMEM MIRANDA

Centenário de CARMEM MIRANDA: inpirações para projeto de coleções Unochapecó
Por Rachel Quadros

Uma das formas mais eficazes de ensinar moda é por meio da elaboração de projetos. Esse projeto é um trabalho sistemático, geralmente com duração de 3 meses, que congrega pesquisa e atividades práticas. O título, as tarefas e os objetivos são especificados em um briefing .

O primeiro projeto é uma iniciação ao processo de criação e mais tarde durante a avaliação crítica à apresentação de uma banca examinadora. O campo de ação de um projeto varia conforme as matérias que estão sendo estudadas em cada estágio do curso.

O professor entrega o briefing para apresentação do projeto e explica o que deverá ser feito, o briefing determinará quais as tarefas a serem desenvolvidas no projeto de produto.

O objetivo do projeto é desenvolver sua criatividade para responder a determinadas exigências. Quase sempre é uma simulação do que os diferentes setores do mercado exigem do criador de moda. O projeto é uma oportunidade de treinar as habilidades que lhe serão requisitadas quando você terminar a faculdade e entrar no mercado de trabalho. N o entanto sempre existirão diferenças significativas.

O projeto tem a intenção de inspirar o estudante, mas também de fazer que eles levem em consideração diversas condições e limitações, algumas relacionadas às condições da vida real no mercado da moda e outras que têm a ver com as exigências acadêmicas. Provavelmente você vai gostar de todos os projeto que fará, se dedicar-se 100% a ele. O briefing normalmente, mostra quais são as metas gerais do projeto e quais os objetivos que você deverá cumprir até o final, para que possa avaliar como está progredindo.

A moda expressa o “espírito do tempo”, e portanto espelha as mudanças na sociedade. Para buscar inspiração o designer precisa manter os olhos, os ouvidos abertos: frequentar lojas, clubes, galerias, assistir shows e filmes, ler revistas, jornais e livros, ir a festas, ouvir música, e a cima de tudo observar pessoas e absorver as sutis mudanças estéticas que acontecem na sociedade.

A chave para criar novas idéias é anotar as influências em um caderno SCKETCHBOOK e depois mesclá-las como que você está aprendendo sobre tecidos, detalhes de moda e mercados-alvo. Com essa constante sintonia fina dos sinais você fica em melhores condições de realizar o projeto e trazer para ele seu ponto de vista pessoal e atualizado.


A faculdade encoraja os alunos a desenhar e pintar a natureza e a vida como fontes primárias do design. Mediante observação apurada você conseguirá perceber o que acha realmente inspirador, inquietante ou belo no mundo ao seu redor. Essas pesquisas visuais incluem flores, animais, paisagens e temas urbanos, como a arquitetura, a decadência das cidades, suas luzes, o ser humano etc...

Nesta disciplina de Projeto de Coleção II do curso de design de moda da Unochapecó, as acadêmicas do 5o período desenvolvem a sua capacidade criativa, encontrando o seu senso de desenvolvimento de projeto, indicada pelas necessidades de mercado instituidas nos briefings, conhecimentos do tema a ser trabalhado e principalmente domínio na arte de DESENVOLVER UMA COLEÇÃO, ou seja, a principal tarefa de um designer é conseguir materializar sua ideia no âmibito das cores, formas, texturas e silhueta têxtil.

Neste semestre estamos realizando um trabalho voltado a:
MACROTENDÊNCIA SENSIBILIDADES EMERGENTES
TEMA: Brasilidade: da simplicidade ao luxo Centenário Carmem Miranda
Retorno às raízes, O prazer pelas coisas simples e Futuro imperfeito
AGUARDEM AS COLEÇÕES ....Um mundo de CRIATIVIDADE, NA VOLÚPIA DE NOSSA PEQUENA NOTÁVEL....

Raízes Culturais inspiram projetos acadêmicos

Raízes Culturais inspiram projetos acadêmicos na UNOCHAPECÓ


O designer de moda produz sua criação de forma peculiar, designers criam através da captação de conceitos á sua volta. Conceitos na cultura, arte, música, arquiteutra, literatura, artesanato...nesta perspectiva acadêmicas do curso de design de moda da unochapecó desenvolveram o trabalho: Raízes Culturais: a moda feita do conhecimento dos povos.
Uma das inúmeras Macro-Tendência para 2009 de acordo com a WGSN (World Global Style Network), o CONNECT TO THE PAST, foi o alicerce central do desenvolvimento dos projetos, esta macro tendência representa a busca por novas soluções, que estimulem os sentidos e compensem os elementos negativos da vida urbana resgatando a beleza nostálgica de nossos antepassados em sua riqueza cultural e em toda sua esfera pragmática.

O objetivo desta dinâmica foi elaborar um projeto de moda cultural: PEÇA COMERCIAL: com tematização, influência cultural, público-alvo e mercado alvo determinados.
Para os projetos as acadêmicas mergulharam nas culturas a fim de observar formas, cores, texturas e linhas que se transformassem em ideais têxteis projetados na realidade de um público específico.

Local: Plenário Bloco R - Campus Chapecó - Unochapecó
Data:03 abril 2009
Horário: início 20:00
Disciplina Pesquisa e Criação de Moda I - Prof. Rachel Quadros
3O Período de Design de Moda.

Participem, prestigiem a beleza de nossas raízes, os trabalhos representam uma apreciação de povos que contam com suas especificidades os legados de nossa humanidade que permeiam cores, texturas, formas, sabores, ritmos, rituais, amores, desejos, prazeres... enfim conhecimentos que constroem a base da formação humana: NOSSAS HISTÓRIAS.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Deus está nos detalhes

Deus está nos detalhes
Por Rachel Quadros
São infinitas as maneiras de convivermos com o que nos cerca, podemos simplismente OLHAR SEM VER, ESCUTAR SEM OUVIR, podemos ver sem observar e podemos observar a ponto de termos nossa curiosidade despertada sobre determinado elemento.

Vejo muitas criações, porém aquelas que despertam o fascínio são aquelas que através do olhar sapiencial do designer criam detalhes tão mestrais que evoluem o mundo do design de superfície e da criação de moda.

Assim como Walter Rodrigues, acredito piamente que DEUS ESTÁ NOS DETALHES, sua simplicidade e sua humildade lhe faz observar o mundo com muito mais apreço o que lhe faz desprender-se de pré-conceitos o que impede de tornar seu potencial criativo bloqueado, sua capacidade criativa se torna INDISCUTIVELMENTE MAGISTRAL.

Em uma de suas infinitas e magníficas coleções Walter nos faz viajar pelo seu talento em ver a moda como arte de vestir de forma bela, buscando formas e texturas inusitadas obtidas pela maneira como ele vê a vida: simples porém detalhadamente apreciada.

Em 2009 Walter nos proporcionou uma viagem a China sob a óptica de Audrey Hepburn, com seu olhar apurado surpreendeu: simplicidade sem ser simplório, o que nos faz realmente acreditar que Deus está nos detalhes.


"Os itens mais insignificantes para alguns, para outros podem provocar idéias, talvez detalhes interessantes podem ser baseados na forma como vemos as coisas com nosso apetite visual."

Dica imprescindível:
A literatura nos permite entrar em um mundo fantástico, ler é fundamental e imprescindível, para o pesquisador de moda, sedento pela sede do saber, recomendo o livro Fundamentos do Design de Moda, para todos aqueles que queiram compreender o fascinante mundo do design de moda através da viagem literária de Richard Sorger e Jenny Udale, que retratam além de muitas questões primordiais sobre o design de moda, ressalta em um desterminado momento exatamente a questão dos detalhes como grande responsável por tornar uma idéia de priore simples, mas com um olhar mais ampliado inovadora:
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Deus está nos detalhes
Texto e imagens retirado do livro Fundamentos de Design de Moda
Por Richard Sorger & Jenny Udale

Uma roupa pode ter uma silhueta fantástica e uma boa linha mas, desprovida de detalhes pode parecer amadora e mal-cabada. Roupas sem detalhe pode funcionar na passarela mas, não sobreviverão a um exame minuncioso - por exemplo, na arara de uma loja os detalhes na roupa são muitas vezes decisivos ao convencer alguém a comprá-la. O detalhe é especialmente importante na roupa masculina onde silhueta, linha, tecido e estampa estravagante podem afastar uma clientela em geral consevadora.

Detalhes são considerações práticas: que fecho escolher, que tipo de bolso e a quantidade de pesponto. O emprego inteligente do detalhe também pode ser utilizado para dar uma identidade única, uma assinatura à uma coleção de roupas. Cortar o bolso de um determinado modo, utlizar um adorno de uma parte da roupa, o acabamento de um arremate ajudam a diferenciar as roupas de um designer.

Os tipos de bolsos e fechos podem soar um pouco banais, mas escolhê-los não é como comprar itens de catálogo. Embora um bolso tenha uma função comum ( e o conceito é fixo), não significa que tenha de ser feito sem originalidade. Há regras sobre os aspectos de certos bolsos e como são feitos, mas essas noções podem ser distorcidas e reinventadas. As regras da moda são feitas para serem quebradas.


1. Casaco de mágico dos designers britânicos Boudicca da coleção outono inverno 2005. A frente tem uma lapela pois falsa que foi costurada. Os punhos são listrados com pesponto, assim como os pequenos recortes circulares nos ombros. A linha do círculos em franjas dá o efeito de epaulettes (gragana).

2.Camisa Explode Pocket e Jaqueta Pocket Oni, primavera verão 2005, todos da Bouticca. Tanto a camisa quanto a jaqueta tem bolsos suspensos. A camisa tem um colarinho explodido e a jaqueta tem múltipas aberturas atrás das mangas.